domingo, 19 de junho de 2011

O valor de uma simples vírgula ,




Um homem rico, sentindo-se morrer, pediu papel e caneta e escreveu assim :

Deixo meu bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada aos pobres .

Não teve tempo de pontuar e morreu . A quem deixara ele a riqueza?
Eram quatro os concorrentes .
Chegou o sobrinho e fez estas pontuações na cópia do bilhete: Deixo meus bens à minha irmã? Não!Ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres .
Veio a irmã do morto, em seguida, com outra cópia do escrito, que pontuou deste modo: Deixo meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho. Jamais será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres . 
Surgiu, então, o alfaiate, que, pedindo a cópia do original, fez estas pontuações: Deixo meus bens a minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate. Nada aos pobres .
O juiz estudava o caso, quando chegaram os pobres da cidade, e um deles, o mais sábio, tomando outra cópia, pontuou-a assim: Deixo meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a conta do alfaiate? Nada . Aos pobres .

Luiz Bertin Neto

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